Em virtude de termos estado a observar de modo recorrente, suspensões de discentes do ensino público e privado , como alvo do que classificamos discriminação étnica, porquanto os referidos por consequência de uma característica natural capilar, cabelo crespo, têm sido simplesmente proibidos de atender as aulas.
Na qualidade de cidadãos nacionais, pais, encarregados de educação e não só, sentimo-nos legalmente desprotegidos, sendo que o infringemento de um direito natural, como o supra citado, constitui uma forte ameaça a nossa integridade étnica e auto-estima enquanto Africanos, sobretudo quando manifestado em instituições tuteladas pelo Ministério da Educação.
Citamos por esta via, as instituições académicas que recentemente usaram e abusaram do seu poder disciplinar , penalisando estes jovens discentes:
1- Colégio Alpega
2- Colégio Brilhante
3- Simeone Mukene
4- Instituto de Ensino Médio Makarenko
É nosso conhecimento que, segundo a Convenção sobre os Direitos da Criança, a “disciplina escolar deve respeitar a dignidade da criança”.
Os actos das instituições supra- citadas revelam uma conducta que contraria o direito à educação de cada criança afectada, proibindo-as de continuar a assistir as aulas por usar o cabelo no seu estado natural e, ou pentea-lo da forma livre, sem que tenham de entrançar ou prende-lo.
Historicamente, os Africanos foram proibidos ,por outros grupos étnicos, de usar o seu cabelo na sua forma natural e adoptaram uma rotina estética com productos químicos (ex. desfrises), e mais recentemente com cabelos postiços, tais como tissangens e outros, que se vem a perceber poder ser prejudicial a saúde capilar e não só.
Há um elemento de opressão associado a estas proibições, sobre o que se sugere ao cabelo solto da forma como cresce naturalmente nas nossas cabeças Africanas.
Estas instituições entendem ser contra as normas básicas aceitáveis e é erróneamente percebido como indecente ou inapropriado, o uso natural do cabelo Africano.
A posição das instituições pedagógicas tem consequências negativas psico-sociais e na auto-aceitaçao que, consequentemente podem vir a afectar a atitude dos discentes a nível pessoal e em muitos casos no desempenho académico a longo prazo.
É inadmissível em pleno seculo XXI, que uma instituição educacional se demonstre contra o direito a livre expressão da identidade, quer Africana, quer outra, quando as mesmas servem como ponte de formação de carácter e de alicerce académico-profissional.
Com base no exposto, vimos pela presente manifestar a nossa indignação e implorar que sejam vetados quaisquer direitos que estas instituições possam ter, relativamente as actuais proibições, sob pena das mesmas poderem causarem fortes danos morais e civis
Esta petição serve como apoio e contribuição a educação holística integral das crianças Angolanas e Africanas residentes em Angola, e contra a discriminação e ataque aos atributos e caracteristicas nativas, comentários racistas ou pejorativos a elas direcionados, pelas instituições académicas em público (ex. na presença de outras pessoas) ou em privado (ex. individualmete com o estudante ou a criança).
Serve ainda como pedido as instituições competentes para proteger os discentes, e as suas familias, nas instituições académicas públicas ou privadas, certificando-se que sejam implementadas politicas e regras de conduta que sancionem severamente e previnam todos os actos que violem os direitos à educação e a livre expressão.
Imploramos protecção a TODAS as crianças Angolanas- Africanas, independentemente do nível sócio-económico,ou crença.
Por crermos na petição, vai elaborada e abaixo assinada por um grupo de cidadãos Angolanos profissionais e estudantes de áreas académico-profissionais diversificadas.
Certos de que o assunto merecerá a vossa atenção, subscrevemo- nos em alta estima e consideração.
Updates
April 14, 2015
Seeing this momentum grow is exhausting but necessary as the reality of these exclusions becomes impossible to ignore. We are forcing these schools to acknowledge that their policies inflict real pain on our children.
Reached 100 supporters
April 14, 2015
180 Comments
Não é necessário fazer muita pesquisa nem investigações pra perceber que o que temos na cabeça não fomos buscar no lixo, nasce mesmo assim dos nossos poros! É a nossa essência! Deixem-nos mazé estudar!!!
É muito triste ver gente adulta cometer erros dessa natureza e por ignorância. Realmente já se foram os tempos em que as escolas incentivavam o amor pela própria cultura, o amor pelas nossas raízes. Enfim...
Basta de descriminar contra os seres humanos. É de uma ignorancia total o querer fazer toda a gente parecer como os Europeus que não teem as mesmas caracteristicas geneticas a nivel de aparencia do que os Africanos. Por favor parem de descriminar contra os Africanos. Ser como são é bonito
Tenho 14 Anos, uso o meu cabelo natural desde sempre e nao gostava de usar de outra forma apenas porque a escola decidiu. Espero sinceramente que isto dê para mudar algumas mentalidades. Beijinhos!
As Crianças que crecem num ambiente de respeito a diversidade de cualquer indole seja Etnia, cultura, familia, genero, sexualidade crecem com um valor muito importante em cualquer sociedade a tolerancia ao seu proximo.
Os meus filhos perderam aulas muitas vezes e até provas finais alegando que estavam com o cabelo grande, facto que tirou-me mesmo do sério uma vez que um dia antes de começar as provas finais levei todos a cortar o cabelo no estilo escovilho raso e ainda assim mandaram-os voltar. O vergonhoso é que nem o proprio director que explosou soube dizer qual o corte e tamanho de cabelo que os mesmo deveriam usar. Nos somos africanos até aonde eu sei cortavam o cabelos dos nossos antepassados como forma de vergonha e humilhação pois diziam que eram sujos de mal aparencia e que estavam com pragas como piolhos, quando muito das mesmas pragas como diziam eram frutos da privação de muita coisa com a de água e condições extremas em que viviam. Os nossos filhos gostam dos seus cabelos e dos cortes e estilos africanos é nossa cultura, e hoje existem cuidados de excelência para os fios afros, essa humilhação, descriminação vai perpetuar até quando, se os nossos filhos não nasceram escravos e até fazem parte de um pais que se diz ser um estado de direito democrático que democracia e está? Por outro lada o cabelo interfere na capacidade e qualidade intelectual de algum ser? Não estaremos a matar o orgulho resgatado dos nossos filhos de aceitar e viver com orgulho de quem são? Temos hoje desafios maiores para lutar e vencer, deixem as crianças desenvolverem-se sem traumas e ainda quando se trata de um trauma causado por uma sociedade que se diz livre e entidades que deveriam se orgulhar dos nossos filhos por aceitarem o orgulho de serem negras. Nenhuma situação ou ser deve dizer a um pai o que é melhor para o seu filho desque não o esteja a matar ou condenar, mas sim aqui deveria existir um paralelismo para concertação mútuas de ideias possitivas.
sim
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Em virtude de termos estado a observar de modo recorrente, suspensões de discentes do ensino público e privado , como alvo do que classificamos discriminação étnica, porquanto os referidos por consequência de uma característica natural capilar, cabelo crespo, têm sido simplesmente proibidos de atender as aulas.
Na qualidade de cidadãos nacionais, pais, encarregados de educação e não só, sentimo-nos legalmente desprotegidos, sendo que o infringemento de um direito natural, como o supra citado, constitui uma forte ameaça a nossa integridade étnica e auto-estima enquanto Africanos, sobretudo quando manifestado em instituições tuteladas pelo Ministério da Educação.
Citamos por esta via, as instituições académicas que recentemente usaram e abusaram do seu poder disciplinar , penalisando estes jovens discentes:
1- Colégio Alpega
2- Colégio Brilhante
3- Simeone Mukene
4- Instituto de Ensino Médio Makarenko
É nosso conhecimento que, segundo a Convenção sobre os Direitos da Criança, a “disciplina escolar deve respeitar a dignidade da criança”.
Os actos das instituições supra- citadas revelam uma conducta que contraria o direito à educação de cada criança afectada, proibindo-as de continuar a assistir as aulas por usar o cabelo no seu estado natural e, ou pentea-lo da forma livre, sem que tenham de entrançar ou prende-lo.
Historicamente, os Africanos foram proibidos ,por outros grupos étnicos, de usar o seu cabelo na sua forma natural e adoptaram uma rotina estética com productos químicos (ex. desfrises), e mais recentemente com cabelos postiços, tais como tissangens e outros, que se vem a perceber poder ser prejudicial a saúde capilar e não só.
Há um elemento de opressão associado a estas proibições, sobre o que se sugere ao cabelo solto da forma como cresce naturalmente nas nossas cabeças Africanas.
Estas instituições entendem ser contra as normas básicas aceitáveis e é erróneamente percebido como indecente ou inapropriado, o uso natural do cabelo Africano.
A posição das instituições pedagógicas tem consequências negativas psico-sociais e na auto-aceitaçao que, consequentemente podem vir a afectar a atitude dos discentes a nível pessoal e em muitos casos no desempenho académico a longo prazo.
É inadmissível em pleno seculo XXI, que uma instituição educacional se demonstre contra o direito a livre expressão da identidade, quer Africana, quer outra, quando as mesmas servem como ponte de formação de carácter e de alicerce académico-profissional.
Com base no exposto, vimos pela presente manifestar a nossa indignação e implorar que sejam vetados quaisquer direitos que estas instituições possam ter, relativamente as actuais proibições, sob pena das mesmas poderem causarem fortes danos morais e civis
Esta petição serve como apoio e contribuição a educação holística integral das crianças Angolanas e Africanas residentes em Angola, e contra a discriminação e ataque aos atributos e caracteristicas nativas, comentários racistas ou pejorativos a elas direcionados, pelas instituições académicas em público (ex. na presença de outras pessoas) ou em privado (ex. individualmete com o estudante ou a criança).
Serve ainda como pedido as instituições competentes para proteger os discentes, e as suas familias, nas instituições académicas públicas ou privadas, certificando-se que sejam implementadas politicas e regras de conduta que sancionem severamente e previnam todos os actos que violem os direitos à educação e a livre expressão.
Imploramos protecção a TODAS as crianças Angolanas- Africanas, independentemente do nível sócio-económico,ou crença.
Por crermos na petição, vai elaborada e abaixo assinada por um grupo de cidadãos Angolanos profissionais e estudantes de áreas académico-profissionais diversificadas.
Certos de que o assunto merecerá a vossa atenção, subscrevemo- nos em alta estima e consideração.
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April 14, 2015
Seeing this momentum grow is exhausting but necessary as the reality of these exclusions becomes impossible to ignore. We are forcing these schools to acknowledge that their policies inflict real pain on our children.
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April 14, 2015
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É um absurdo proibirem o uso do cabelo natural africano. Somos angolanos, africanos e negros. Não nascemos com cabelo liso. Portanto deixem-nos usar o nosso cabelo, a nossa kindumba e carapinha dura...
Não é necessário fazer muita pesquisa nem investigações pra perceber que o que temos na cabeça não fomos buscar no lixo, nasce mesmo assim dos nossos poros! É a nossa essência! Deixem-nos mazé estudar!!!
É muito triste ver gente adulta cometer erros dessa natureza e por ignorância. Realmente já se foram os tempos em que as escolas incentivavam o amor pela própria cultura, o amor pelas nossas raízes. Enfim...
Basta de descriminar contra os seres humanos. É de uma ignorancia total o querer fazer toda a gente parecer como os Europeus que não teem as mesmas caracteristicas geneticas a nivel de aparencia do que os Africanos. Por favor parem de descriminar contra os Africanos. Ser como são é bonito
Tenho 14 Anos, uso o meu cabelo natural desde sempre e nao gostava de usar de outra forma apenas porque a escola decidiu. Espero sinceramente que isto dê para mudar algumas mentalidades. Beijinhos!
As Crianças que crecem num ambiente de respeito a diversidade de cualquer indole seja Etnia, cultura, familia, genero, sexualidade crecem com um valor muito importante em cualquer sociedade a tolerancia ao seu proximo.
Os meus filhos perderam aulas muitas vezes e até provas finais alegando que estavam com o cabelo grande, facto que tirou-me mesmo do sério uma vez que um dia antes de começar as provas finais levei todos a cortar o cabelo no estilo escovilho raso e ainda assim mandaram-os voltar. O vergonhoso é que nem o proprio director que explosou soube dizer qual o corte e tamanho de cabelo que os mesmo deveriam usar. Nos somos africanos até aonde eu sei cortavam o cabelos dos nossos antepassados como forma de vergonha e humilhação pois diziam que eram sujos de mal aparencia e que estavam com pragas como piolhos, quando muito das mesmas pragas como diziam eram frutos da privação de muita coisa com a de água e condições extremas em que viviam. Os nossos filhos gostam dos seus cabelos e dos cortes e estilos africanos é nossa cultura, e hoje existem cuidados de excelência para os fios afros, essa humilhação, descriminação vai perpetuar até quando, se os nossos filhos não nasceram escravos e até fazem parte de um pais que se diz ser um estado de direito democrático que democracia e está? Por outro lada o cabelo interfere na capacidade e qualidade intelectual de algum ser? Não estaremos a matar o orgulho resgatado dos nossos filhos de aceitar e viver com orgulho de quem são? Temos hoje desafios maiores para lutar e vencer, deixem as crianças desenvolverem-se sem traumas e ainda quando se trata de um trauma causado por uma sociedade que se diz livre e entidades que deveriam se orgulhar dos nossos filhos por aceitarem o orgulho de serem negras. Nenhuma situação ou ser deve dizer a um pai o que é melhor para o seu filho desque não o esteja a matar ou condenar, mas sim aqui deveria existir um paralelismo para concertação mútuas de ideias possitivas.
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É um absurdo proibirem o uso do cabelo natural africano. Somos angolanos, africanos e negros. Não nascemos com cabelo liso. Portanto deixem-nos usar o nosso cabelo, a nossa kindumba e carapinha dura...