CARTA DE CIENTISTAS EM ESTUDOS ORGANIZACIONAIS À SOCIEDADE
Nós, pesquisadoras e pesquisadores da Divisão Acadêmica de Estudos Organizacionais (EOR) da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD) que subscrevem esta carta, nos manifestamos neste segundo turno das eleições brasileiras em defesa da democracia, dos direitos sociais e constitucionais e das condições que sustentam uma vida digna.
Nossa posição:
Cientes de que a escolha em curso envolve projetos de país com consequências distintas para a participação política, os grupos minorizados, o mundo do trabalho, os serviços públicos e as relações entre sociedade e natureza, tomamos posição em defesa da democracia, apoiamos a reeleição de Lula #13.
São variados os posicionamentos das pessoas que subscrevem esta carta em relação à avaliação que fazem sobre os governos Lula e sobre a política brasileira, mas o que nos unifica nesse momento é a defesa intransigente da democracia, da ciência, do direito à educação e à vida.
O que fundamenta nossa posição?
Nosso posicionamento se fundamenta no conhecimento que produzimos: há anos nosso campo tem estudado as transformações dos modos de organização social, empresarial e estatal com efeitos sobre a precarização do mundo do trabalho; os desastres ambientais; o avanço do autoritarismo, do racismo, do sexismo, da homofobia e de diferentes formas de discriminação, preconceitos e opressões. Essa produção nos permite compreender que decisões sobre financiamento público, regulação econômica, direitos trabalhistas e proteção ambiental têm impactos concretos sobre quem pode participar das decisões, populações e territórios que ficam mais vulneráveis e que suportam os custos das escolhas políticas e econômicas.
Por isso, esta Divisão tem a responsabilidade de manifestar-se contra um projeto que tem como princípio enfraquecer a participação social nas instâncias políticas, retirar direitos consolidados na Constituição Federal, alterar leis trabalhistas fragilizando as condições de trabalhadores e trabalhadoras, alterar mecanismos de proteção fiscal aos Microempreendedores Individuais e pequenos capitais, realizar cortes no financiamento na Saúde, Educação, Assistência Social, Cultura, Meio Ambiente ou em qualquer outro órgão que atue em prol de uma sociedade com condições dignas de vida para todas as pessoas.
Neste momento em que o Brasil se encontra no centro de uma disputa pela reorganização da distribuição do poder e de territórios em nível mundial, como pessoas pesquisadoras e educadoras, é nosso dever defendermos uma escolha comprometida com a democracia, redução das desigualdades e proteção socioambiental.
A resistência é coletiva
Parabenizamos, apoiamos e nos unimos às manifestações estudantis que têm ganhado as ruas em defesa da educação e da democracia. Mais que atos em favor de uma eleição, estamos presenciando momentos de formação de uma consciência política que pressupõe a participação, o engajamento e a construção coletiva de estratégias de luta e de organização.
É também por isso que lutamos: pela manutenção do direito à livre manifestação, ameaçado em condições nas quais a democracia deixa de existir. Assim, entendemos que este processo deve inspirar nossa ação como docentes, nossas produções científicas, extensionistas e nossa atuação no âmbito das entidades organizativas das quais participamos.
Vida longa à democracia brasileira!
Assinam esta carta:
Deise Luiza Ferraz (FACE/UFMG)
Josiane Barbosa Gouvêa (IFPR/UEM)
Renata Alvarez Rossi (EAUFBA)
Atualizações
Assinam essa Carta
Outubro 16, 2026
Fernanda Onuma; Valderã de Castro Alcântara; Luiz Alex S. Saraiva; Elisa Zwick; Raphael Schlickmann; Carlos Eduardo; Gustavo Castro; Ricardo Carvalho; Tom Rodrigues; Samuel Vieira; Amanda Marques Brito de Souza; Fernanda Riccomini; Nei Nunes; Daniela Moscon; Gabriel F. Alves Correia; Raãssa Pereira; Carlos Eduardo de Lima; Wallison Diniz; Tatiana Doin; Felipe Froes Couto; Tiago Barreto; Guilherme Lourenço da Silva Tescaro; Vitor Gomes; Janaynna Ferraz; Elisabete Stradiotto Siqueira; Vanessa Faria; Paula Gontijo Martins; Ana Bauer; Elisa Ichikawa; Igor Medeiros; Bruno Tavares; Ana Paula Paes de Paula; Barbara Novaes Medeiros; Simone Bochi Dorneles; Ana Souto; Ronaldo Rodrigues; Wescley Xavier; Leticia Fantinel;
12 Comments
Em favor da história da minha família, da minha vida e de tantas outras pessoas que não puderam lutar, mas que agora, estamos unidos nessa causa.
O Brasil não é quintal de ninguém!
Em defesa da democracia
A democracia é um valor essencial
É uma linha de pesquisa que será marginalizada em governo de extrema direita.
Em defesa da democracia!
Pela Democracia! Contra o Bolsonarismo/Fascismo
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Nós, pesquisadoras e pesquisadores da Divisão Acadêmica de Estudos Organizacionais (EOR) da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD) que subscrevem esta carta, nos manifestamos neste segundo turno das eleições brasileiras em defesa da democracia, dos direitos sociais e constitucionais e das condições que sustentam uma vida digna.
Nossa posição:
Cientes de que a escolha em curso envolve projetos de país com consequências distintas para a participação política, os grupos minorizados, o mundo do trabalho, os serviços públicos e as relações entre sociedade e natureza, tomamos posição em defesa da democracia, apoiamos a reeleição de Lula #13.
São variados os posicionamentos das pessoas que subscrevem esta carta em relação à avaliação que fazem sobre os governos Lula e sobre a política brasileira, mas o que nos unifica nesse momento é a defesa intransigente da democracia, da ciência, do direito à educação e à vida.
O que fundamenta nossa posição?
Nosso posicionamento se fundamenta no conhecimento que produzimos: há anos nosso campo tem estudado as transformações dos modos de organização social, empresarial e estatal com efeitos sobre a precarização do mundo do trabalho; os desastres ambientais; o avanço do autoritarismo, do racismo, do sexismo, da homofobia e de diferentes formas de discriminação, preconceitos e opressões. Essa produção nos permite compreender que decisões sobre financiamento público, regulação econômica, direitos trabalhistas e proteção ambiental têm impactos concretos sobre quem pode participar das decisões, populações e territórios que ficam mais vulneráveis e que suportam os custos das escolhas políticas e econômicas.
Por isso, esta Divisão tem a responsabilidade de manifestar-se contra um projeto que tem como princípio enfraquecer a participação social nas instâncias políticas, retirar direitos consolidados na Constituição Federal, alterar leis trabalhistas fragilizando as condições de trabalhadores e trabalhadoras, alterar mecanismos de proteção fiscal aos Microempreendedores Individuais e pequenos capitais, realizar cortes no financiamento na Saúde, Educação, Assistência Social, Cultura, Meio Ambiente ou em qualquer outro órgão que atue em prol de uma sociedade com condições dignas de vida para todas as pessoas.
Neste momento em que o Brasil se encontra no centro de uma disputa pela reorganização da distribuição do poder e de territórios em nível mundial, como pessoas pesquisadoras e educadoras, é nosso dever defendermos uma escolha comprometida com a democracia, redução das desigualdades e proteção socioambiental.
A resistência é coletiva
Parabenizamos, apoiamos e nos unimos às manifestações estudantis que têm ganhado as ruas em defesa da educação e da democracia. Mais que atos em favor de uma eleição, estamos presenciando momentos de formação de uma consciência política que pressupõe a participação, o engajamento e a construção coletiva de estratégias de luta e de organização.
É também por isso que lutamos: pela manutenção do direito à livre manifestação, ameaçado em condições nas quais a democracia deixa de existir. Assim, entendemos que este processo deve inspirar nossa ação como docentes, nossas produções científicas, extensionistas e nossa atuação no âmbito das entidades organizativas das quais participamos.
Vida longa à democracia brasileira!
Assinam esta carta:
Deise Luiza Ferraz (FACE/UFMG)
Josiane Barbosa Gouvêa (IFPR/UEM)
Renata Alvarez Rossi (EAUFBA)
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Outubro 16, 2026
Fernanda Onuma; Valderã de Castro Alcântara; Luiz Alex S. Saraiva; Elisa Zwick; Raphael Schlickmann; Carlos Eduardo; Gustavo Castro; Ricardo Carvalho; Tom Rodrigues; Samuel Vieira; Amanda Marques Brito de Souza; Fernanda Riccomini; Nei Nunes; Daniela Moscon; Gabriel F. Alves Correia; Raãssa Pereira; Carlos Eduardo de Lima; Wallison Diniz; Tatiana Doin; Felipe Froes Couto; Tiago Barreto; Guilherme Lourenço da Silva Tescaro; Vitor Gomes; Janaynna Ferraz; Elisabete Stradiotto Siqueira; Vanessa Faria; Paula Gontijo Martins; Ana Bauer; Elisa Ichikawa; Igor Medeiros; Bruno Tavares; Ana Paula Paes de Paula; Barbara Novaes Medeiros; Simone Bochi Dorneles; Ana Souto; Ronaldo Rodrigues; Wescley Xavier; Leticia Fantinel;
12 Comments
Lula na presidência é garantia de soberania nacional. Flávio será a volta ao colonialismo! Não podemos permitir esse retrocesso! Lula 13 é a única opção para o Brasil em 25.10.26. Só com ele na presidência nós, pesquisadores/as, teremos um espaço digno à ciência nos próximos anos. Não estamos em uma disputa entre direita ou esquerda, mas numa guerra ainda sem armas onde a pauta é a palavra que pede o voto pela manutenção dos direitos humanos, a soberania e a democracia no Brasil.
Em favor da história da minha família, da minha vida e de tantas outras pessoas que não puderam lutar, mas que agora, estamos unidos nessa causa.
O Brasil não é quintal de ninguém!
Em defesa da democracia
A democracia é um valor essencial
É uma linha de pesquisa que será marginalizada em governo de extrema direita.
Em defesa da democracia!
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