Petição para Roberto
CARTA ABERTA
CARTA ABERTA À COMUNIDADE E SOCIEDADE EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA*
De: Professores, pesquisadores e extensionistas dos campos de Administração Pública, Administração de Empresas, Secretariado Executivo e Turismo da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia.
Por que votar em Lula?
Nos dirigimos à comunidade e à sociedade para expressar nosso posicionamento diante das escolhas políticas que marcam este momento da vida brasileira. Defendemos a diversidade de posições e orientações políticas, desde que pautadas pelo respeito à Democracia e aos seus princípios fundamentais.
Defesa da Democracia e Soberania
A recente democracia brasileira é uma conquista histórica do nosso povo, construída com luta, resistência e sacrifícios. A Constituição de 1988, marco da reconstrução do Estado Democrático de Direito no Brasil, consolidou o retorno do voto livre e das liberdades civis, institucionalizando direitos fundamentais e garantias sociais.
Nos preocupam os riscos que a candidatura da extrema direita representa para as conquistas democráticas, em especial para a nossa Constituição Cidadã e para as universidades públicas brasileiras.
Além disso, em um mundo de acirramento das disputas entre grandes potências e de crises globais, a autonomia nas decisões econômicas, políticas e ambientais é absolutamente imperativa. Precisamos defender os interesses estratégicos nacionais, sem submissão a pressões externas, especialmente as do governo de Donald Trump e do seu projeto imperialista.
Defesa das Instituições e das Políticas Públicas
O bolsonarismo sempre demonstrou desprezo pelas instituições públicas brasileiras e pelo sistema eleitoral, a exemplo da tentativa de golpe e do ataque de 8 de janeiro de 2023. Em uma democracia, nenhuma instituição, nem seus integrantes, está imune a críticas. Criticar é diferente de atuar para enfraquecê-las ou destruí-las. Defendemos e queremos manter o direito de criticar, o que só é possível em uma Democracia.
O papel das políticas públicas é atuar na redução das desigualdades e na universalização do acesso das famílias brasileiras a direitos fundamentais, como saúde, segurança, moradia e educação, entre outros. Políticas públicas precisam ser baseadas em evidências científicas e amplamente negociadas com a sociedade, o que a extrema direita sempre desprezou.
Defesa da Universidade e da Educação
Entre 2003 e 2016, o sistema federal de ensino superior passou por uma grande expansão, com aumento de vagas e de inclusão, especialmente por meio da política de cotas. Essa política melhorou substancialmente a vida de pessoas historicamente excluídas do sistema universitário. Isso é o oposto da declaração do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, do governo Jair Bolsonaro: "a universidade deveria ser para poucos". Preocupa-nos, portanto, o acesso e a permanência de estudantes negros, indígenas, quilombolas, de baixa renda e oriundos de escolas públicas.
A extrema direita representa uma ameaça direta e concreta à universidade pública brasileira. Exemplo: em 2019, o governo Bolsonaro apresentou o Programa Future-se, que tinha como proposta privatizar a gestão das universidades públicas, o que só não ocorreu devido à mobilização social.
O ataque à Universidade e a negação da Ciência tiveram sua pior expressão na pandemia de Covid-19. Jamais podemos esquecer o rastro de destruição deixado pelo governo Bolsonaro, com a negação da vacina e do tratamento adequado à Covid, o que resultou em mais de 700 mil mortes.
Como educadores e educadoras, dedicamos especial atenção ao futuro da universidade pública brasileira. Em todo o mundo, universidades de qualidade recebem recursos públicos substanciais. Defendemos o financiamento público, a autonomia e o pleno funcionamento das universidades públicas.
Comparativo entre os governos 2019-2022 e 2023-2026
A comparação entre os governos Bolsonaro e Lula, com base em indicadores econômicos e sociais, evidencia diferenças importantes na condução das políticas públicas e em seus resultados. No atual governo, destacam-se o crescimento econômico, a valorização real do salário mínimo e aposentadorias, a redução do desemprego, a recuperação da renda média dos trabalhadores e os avanços no enfrentamento da pobreza, do racismo, da liberdade religiosa, da homofobia, do sexismo e da insegurança alimentar, incluindo a saída do Brasil do Mapa da Fome. Na área ambiental, o atual governo retomou políticas de enfrentamento às mudanças climáticas, de combate ao desmatamento e ao garimpo ilegal, além de iniciativas de proteção aos povos indígenas e às comunidades tradicionais. Ainda há muito por avançar, mas não podemos retroceder.
Defendemos a continuidade de um projeto de governo comprometido com as demandas de uma sociedade democrática, que recusa a barbárie.
Esperança de uma Sociedade mais Justa
Precisamos construir um Brasil mais democrático, soberano e, acima de tudo, mais justo. Queremos para nós e, sobretudo, para as futuras gerações, representadas pelos nossos discentes, um país capaz de enfrentar suas desigualdades históricas, voltado ao combate à pobreza, pautado pelo respeito às diferenças e garantidor de oportunidades reais de uma vida digna para todos e todas. Defendemos mais livros e menos armas.
Nesse momento, a democracia que queremos e que o Brasil precisa é representada por Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos unimos aos estudantes e à toda a comunidade acadêmica que têm se mobilizado em defesa da Universidade Pública e da Democracia, ocupando as ruas e as redes sociais.
Assinam esta carta:
Adriano Leal Bruni
Ana Cristina Muniz Décia
André Luis Nascimento dos Santos
Andréa Cardoso Ventura
Antônio Francisco de Almeida da Silva Júnior
Antônio Sérgio Araújo Fernandes
Ariadne Scalfoni Rigo
Bárbara Maria Dultra Pereira
Bete Santos
Carolina Pamponet
Clara Valente
Claudiani Waiandt
Daiane Batista de Jesus
Daniela Campos Bahia Moscon
Denise Ribeiro
Dilson Cerqueira
Diva Rowe
Edgilson Tavares de Araújo
Eduardo Paes Davel
Elisabeth Loiola (aposentada)
Elizabeth Matos Ribeiro
Ernani Coelho Neto
Ernani Marques dos Santos
Felipe Tumenas Marques
Floriano Barboza Silva
Francisco Teixeira (aposentado)
Genauto Carvalho de França Filho
Gilberto Wildberger de Almeida (aposentado)
Grace Kelly Marques Rodrigues
Horácio Nelson Hastenreiter Filho
Ivone Freire Costa (aposentada)
Jair Sampaio Soares Júnior
João Martins Tude
José Antônio Gomes de Pinho (aposentado)
José Célio Silveira Andrade
Karine Freitas Souza
Leandro José Silva Andrade
Luciana Alves Rodas Vera
Luiza Reis Teixeira
Manuela Bandeira de Melo Vidal
Maria Carolina de Souza Sampaio
Morgana Martins Krieger
Morjane Armstrong Santos de Miranda
Nívia Martins Menezes
Osvaldo Barreto Filho (aposentado)
Paulo Guedes (aposentado)
Paulo Soares Figueiredo
Raimundo Santos Leal
Renata Alvarez Rossi
Ricardo Coutinho
Roberto Brazileiro Paixão
Rodrigo Ladeira
Rodrigo Müller
Sandro Cabral
Sílvio Araújo
Suzana Moura (aposentada)
Tânia Maria Diederichs Fischer (aposentada)
Tânia Moura Benevides
Vera Lúcia Peixoto Santos Mendes (aposentada)
*Esta manifestação não é uma posição institucional oficial da Escola de Administração da UFBA, tampouco expressa uma visão única de sua comunidade acadêmica.
Para assinar/endossar esta carta, clique em “Assinar petição”.
Atualizações
Alcançou 100 apoiadores
Outubro 13, 2026
43 Comments
Deixa-me contente saber que não estou sozinho na defesa da democracia, mesmo em uma escola predominantemente elitista. Afinal, nunca foi tão fácil escolher um candidato: de um lado, o respeito à diversidade, o investimento em programas sociais, a defesa da democracia e da soberania nacional; do outro, o ódio, o preconceito, os cortes na educação e nos programas sociais, o incentivo à ditadura e a submissão aos interesses norte-americanos.
Importante para a nação brasileira. Mantermos nossa soberania, promover educação de qualidade e gratuita. Por respeito e dignidade a todo e qualquer cidadão.
Defender a soberania nacional e a educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada é fator primordial para manutenção de nossa história.
Para preservar os Direitos Humanos
Precisamos salvar a educação pública, a ciência, a tecnologia, a cultura, as artes, os direitos individuais e sociais. Lula já!
Sou a favor da democracia
Importante posicionamento pela democracia, nossa Constituição e carreira pública.
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CARTA ABERTA À COMUNIDADE E SOCIEDADE EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA*
De: Professores, pesquisadores e extensionistas dos campos de Administração Pública, Administração de Empresas, Secretariado Executivo e Turismo da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia.
Por que votar em Lula?
Nos dirigimos à comunidade e à sociedade para expressar nosso posicionamento diante das escolhas políticas que marcam este momento da vida brasileira. Defendemos a diversidade de posições e orientações políticas, desde que pautadas pelo respeito à Democracia e aos seus princípios fundamentais.
Defesa da Democracia e Soberania
A recente democracia brasileira é uma conquista histórica do nosso povo, construída com luta, resistência e sacrifícios. A Constituição de 1988, marco da reconstrução do Estado Democrático de Direito no Brasil, consolidou o retorno do voto livre e das liberdades civis, institucionalizando direitos fundamentais e garantias sociais.
Nos preocupam os riscos que a candidatura da extrema direita representa para as conquistas democráticas, em especial para a nossa Constituição Cidadã e para as universidades públicas brasileiras.
Além disso, em um mundo de acirramento das disputas entre grandes potências e de crises globais, a autonomia nas decisões econômicas, políticas e ambientais é absolutamente imperativa. Precisamos defender os interesses estratégicos nacionais, sem submissão a pressões externas, especialmente as do governo de Donald Trump e do seu projeto imperialista.
Defesa das Instituições e das Políticas Públicas
O bolsonarismo sempre demonstrou desprezo pelas instituições públicas brasileiras e pelo sistema eleitoral, a exemplo da tentativa de golpe e do ataque de 8 de janeiro de 2023. Em uma democracia, nenhuma instituição, nem seus integrantes, está imune a críticas. Criticar é diferente de atuar para enfraquecê-las ou destruí-las. Defendemos e queremos manter o direito de criticar, o que só é possível em uma Democracia.
O papel das políticas públicas é atuar na redução das desigualdades e na universalização do acesso das famílias brasileiras a direitos fundamentais, como saúde, segurança, moradia e educação, entre outros. Políticas públicas precisam ser baseadas em evidências científicas e amplamente negociadas com a sociedade, o que a extrema direita sempre desprezou.
Defesa da Universidade e da Educação
Entre 2003 e 2016, o sistema federal de ensino superior passou por uma grande expansão, com aumento de vagas e de inclusão, especialmente por meio da política de cotas. Essa política melhorou substancialmente a vida de pessoas historicamente excluídas do sistema universitário. Isso é o oposto da declaração do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, do governo Jair Bolsonaro: "a universidade deveria ser para poucos". Preocupa-nos, portanto, o acesso e a permanência de estudantes negros, indígenas, quilombolas, de baixa renda e oriundos de escolas públicas.
A extrema direita representa uma ameaça direta e concreta à universidade pública brasileira. Exemplo: em 2019, o governo Bolsonaro apresentou o Programa Future-se, que tinha como proposta privatizar a gestão das universidades públicas, o que só não ocorreu devido à mobilização social.
O ataque à Universidade e a negação da Ciência tiveram sua pior expressão na pandemia de Covid-19. Jamais podemos esquecer o rastro de destruição deixado pelo governo Bolsonaro, com a negação da vacina e do tratamento adequado à Covid, o que resultou em mais de 700 mil mortes.
Como educadores e educadoras, dedicamos especial atenção ao futuro da universidade pública brasileira. Em todo o mundo, universidades de qualidade recebem recursos públicos substanciais. Defendemos o financiamento público, a autonomia e o pleno funcionamento das universidades públicas.
Comparativo entre os governos 2019-2022 e 2023-2026
A comparação entre os governos Bolsonaro e Lula, com base em indicadores econômicos e sociais, evidencia diferenças importantes na condução das políticas públicas e em seus resultados. No atual governo, destacam-se o crescimento econômico, a valorização real do salário mínimo e aposentadorias, a redução do desemprego, a recuperação da renda média dos trabalhadores e os avanços no enfrentamento da pobreza, do racismo, da liberdade religiosa, da homofobia, do sexismo e da insegurança alimentar, incluindo a saída do Brasil do Mapa da Fome. Na área ambiental, o atual governo retomou políticas de enfrentamento às mudanças climáticas, de combate ao desmatamento e ao garimpo ilegal, além de iniciativas de proteção aos povos indígenas e às comunidades tradicionais. Ainda há muito por avançar, mas não podemos retroceder.
Defendemos a continuidade de um projeto de governo comprometido com as demandas de uma sociedade democrática, que recusa a barbárie.
Esperança de uma Sociedade mais Justa
Precisamos construir um Brasil mais democrático, soberano e, acima de tudo, mais justo. Queremos para nós e, sobretudo, para as futuras gerações, representadas pelos nossos discentes, um país capaz de enfrentar suas desigualdades históricas, voltado ao combate à pobreza, pautado pelo respeito às diferenças e garantidor de oportunidades reais de uma vida digna para todos e todas. Defendemos mais livros e menos armas.
Nesse momento, a democracia que queremos e que o Brasil precisa é representada por Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos unimos aos estudantes e à toda a comunidade acadêmica que têm se mobilizado em defesa da Universidade Pública e da Democracia, ocupando as ruas e as redes sociais.
Assinam esta carta:
Adriano Leal Bruni
Ana Cristina Muniz Décia
André Luis Nascimento dos Santos
Andréa Cardoso Ventura
Antônio Francisco de Almeida da Silva Júnior
Antônio Sérgio Araújo Fernandes
Ariadne Scalfoni Rigo
Bárbara Maria Dultra Pereira
Bete Santos
Carolina Pamponet
Clara Valente
Claudiani Waiandt
Daiane Batista de Jesus
Daniela Campos Bahia Moscon
Denise Ribeiro
Dilson Cerqueira
Diva Rowe
Edgilson Tavares de Araújo
Eduardo Paes Davel
Elisabeth Loiola (aposentada)
Elizabeth Matos Ribeiro
Ernani Coelho Neto
Ernani Marques dos Santos
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Floriano Barboza Silva
Francisco Teixeira (aposentado)
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Horácio Nelson Hastenreiter Filho
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Jair Sampaio Soares Júnior
João Martins Tude
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José Célio Silveira Andrade
Karine Freitas Souza
Leandro José Silva Andrade
Luciana Alves Rodas Vera
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Manuela Bandeira de Melo Vidal
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Morgana Martins Krieger
Morjane Armstrong Santos de Miranda
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Osvaldo Barreto Filho (aposentado)
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Raimundo Santos Leal
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Ricardo Coutinho
Roberto Brazileiro Paixão
Rodrigo Ladeira
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Sandro Cabral
Sílvio Araújo
Suzana Moura (aposentada)
Tânia Maria Diederichs Fischer (aposentada)
Tânia Moura Benevides
Vera Lúcia Peixoto Santos Mendes (aposentada)
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Outubro 13, 2026
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Em defesa da nossa universidade e por um país soberano e com mais justiça social. Fui professora da pós graduação de Administração da UFBA, hoje aposentada, e junto-me a todos os meus colegas professores desta Escola, neste momento grave que estamos vivendo em nosso país. Dia 25/10 vamos vencer. Lula 13!
Deixa-me contente saber que não estou sozinho na defesa da democracia, mesmo em uma escola predominantemente elitista. Afinal, nunca foi tão fácil escolher um candidato: de um lado, o respeito à diversidade, o investimento em programas sociais, a defesa da democracia e da soberania nacional; do outro, o ódio, o preconceito, os cortes na educação e nos programas sociais, o incentivo à ditadura e a submissão aos interesses norte-americanos.
Importante para a nação brasileira. Mantermos nossa soberania, promover educação de qualidade e gratuita. Por respeito e dignidade a todo e qualquer cidadão.
Defender a soberania nacional e a educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada é fator primordial para manutenção de nossa história.
Para preservar os Direitos Humanos
Precisamos salvar a educação pública, a ciência, a tecnologia, a cultura, as artes, os direitos individuais e sociais. Lula já!
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