MANIFESTO
POR UMA UNIVERSIDADE CIDADÃ
O Regime Juridico das Instituicoes de Ensino Superior (RJIES), recentemente aprovado atraves da Lei n.62/2007, de 10 de Setembro, obriga a uma revisao dos Estatutos da Universidade do Minho, a qual decorrera nos proximos meses, culminando num processo de aprovacao por uma Assembleia Eleitoral para esse efeito constituida. Trata-se de um momento decisivo para o futuro da U.M., designadamente em termos de estrutura, modelo de governacao, processos de gestao democratica e formas de participacao e autonomia.
Entendemos que o RJIES nao da resposta positiva a alguns dos mais importantes anseios expressos por variados sectores universitarios que, desde a aprovacao da Lei da Autonomia Universitaria (1988), reclamam por maior autonomia democratica no contexto da Administracao Publica portuguesa e, especialmente, por maior participacao no processo de eleicao do Reitor. A isto acresce a consagracao de orientacoes muito marcadas por abordagens tecnocraticas e gerenciais que, assentes nas visoes teoricas e ideologicas da Nova Gestao Publica, correm o risco de exportar para as universidades os modelos de gestao de tipo empresarial e as logicas de mercado. Sem poder deixar de perseguir modelos de inovacao, de eficacia e de eficiencia relativamente a sua missao e aos seus objectivos, parece-nos fundamental afirmar que as universidades nao sao empresas e que os reitores nao sao \'Chief Executive Officers\'(CEO), ou Directores-Gerais.
Insistimos, pelo contrario, em considerar que a Universidade e uma comunidade de professores, estudantes e funcionarios nao docentes que se deve abrir a sociedade, assumindo-se como uma cidade que se auto-governa democraticamente. Unica forma, de resto, de permitir a construcao colectiva de uma Universidade cidada, onde a liberdade de pensamento, o pluralismo, o dissenso e o debate sao, simultaneamente, a verdadeira metodologia do agir universitario e a concretizacao de uma das mais relevantes dimensoes da educacao universitaria, nao redutivel a qualificacao de alto nivel dos portugueses
The pressure on the administration is growing as they move forward with these new statutes. I have been spending my time meeting with different department representatives to ensure our demands stay central to the conversation. Post the petition link on your Facebook page and email your department head to demand a transparent process.
Outubro 9, 2007
The reach of this manifesto proves that the community rejects the corporate takeover of our university. Now we must turn this energy into action by sending our concerns directly to the members of the electoral assembly. Call your representatives this afternoon and tell them that we demand democratic governance rather than a business model.
6 Comments
A
Ana Singh
18 years ago
Featured
Concordo plenamente. O rumo que isto está a levar tira toda a autonomia a quem realmente faz a universidade.
R
Ricardo Tan
18 years ago
Featured
Ridículo quererem gerir a UM como se fosse uma fábrica. Menos burocracia e mais participação real pra todos
T
Tiago Haddad
18 years ago
Featured
A universidade não é uma empresa. Precisamos de democracia e não de gestores de topo a mandar em tudo.
M
Marta Holmes
18 years ago
Featured
Já era tempo de se falar nisto. A autonomia universitária está a ser atacada dia após dia.
J
João Fletcher
18 years ago
Featured
Totalmente de acordo. Precisamos de uma reitoria eleita de forma democrática e transparente.
C
Carla Dunn
18 years ago
Featured
É isto mesmo. Chega de tecnocracia. A universidade tem de servir os estudantes e a investigação, não os lucros.
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POR UMA UNIVERSIDADE CIDADÃ
O Regime Juridico das Instituicoes de Ensino Superior (RJIES), recentemente aprovado atraves da Lei n.62/2007, de 10 de Setembro, obriga a uma revisao dos Estatutos da Universidade do Minho, a qual decorrera nos proximos meses, culminando num processo de aprovacao por uma Assembleia Eleitoral para esse efeito constituida. Trata-se de um momento decisivo para o futuro da U.M., designadamente em termos de estrutura, modelo de governacao, processos de gestao democratica e formas de participacao e autonomia.
Entendemos que o RJIES nao da resposta positiva a alguns dos mais importantes anseios expressos por variados sectores universitarios que, desde a aprovacao da Lei da Autonomia Universitaria (1988), reclamam por maior autonomia democratica no contexto da Administracao Publica portuguesa e, especialmente, por maior participacao no processo de eleicao do Reitor. A isto acresce a consagracao de orientacoes muito marcadas por abordagens tecnocraticas e gerenciais que, assentes nas visoes teoricas e ideologicas da Nova Gestao Publica, correm o risco de exportar para as universidades os modelos de gestao de tipo empresarial e as logicas de mercado. Sem poder deixar de perseguir modelos de inovacao, de eficacia e de eficiencia relativamente a sua missao e aos seus objectivos, parece-nos fundamental afirmar que as universidades nao sao empresas e que os reitores nao sao \'Chief Executive Officers\'(CEO), ou Directores-Gerais.
Insistimos, pelo contrario, em considerar que a Universidade e uma comunidade de professores, estudantes e funcionarios nao docentes que se deve abrir a sociedade, assumindo-se como uma cidade que se auto-governa democraticamente. Unica forma, de resto, de permitir a construcao colectiva de uma Universidade cidada, onde a liberdade de pensamento, o pluralismo, o dissenso e o debate sao, simultaneamente, a verdadeira metodologia do agir universitario e a concretizacao de uma das mais relevantes dimensoes da educacao universitaria, nao redutivel a qualificacao de alto nivel dos portugueses
The pressure on the administration is growing as they move forward with these new statutes. I have been spending my time meeting with different department representatives to ensure our demands stay central to the conversation. Post the petition link on your Facebook page and email your department head to demand a transparent process.
Outubro 9, 2007
The reach of this manifesto proves that the community rejects the corporate takeover of our university. Now we must turn this energy into action by sending our concerns directly to the members of the electoral assembly. Call your representatives this afternoon and tell them that we demand democratic governance rather than a business model.
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A
Ana Singh
18 years ago
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Concordo plenamente. O rumo que isto está a levar tira toda a autonomia a quem realmente faz a universidade.
R
Ricardo Tan
18 years ago
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Ridículo quererem gerir a UM como se fosse uma fábrica. Menos burocracia e mais participação real pra todos
T
Tiago Haddad
18 years ago
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A universidade não é uma empresa. Precisamos de democracia e não de gestores de topo a mandar em tudo.
M
Marta Holmes
18 years ago
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Já era tempo de se falar nisto. A autonomia universitária está a ser atacada dia após dia.
J
João Fletcher
18 years ago
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Totalmente de acordo. Precisamos de uma reitoria eleita de forma democrática e transparente.
C
Carla Dunn
18 years ago
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É isto mesmo. Chega de tecnocracia. A universidade tem de servir os estudantes e a investigação, não os lucros.
Concordo plenamente. O rumo que isto está a levar tira toda a autonomia a quem realmente faz a universidade.