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Petição Contra a Colocação Obrigatória de Chips de Vigilância nas Matrículas dos Veículos Automóveis

Petição Contra a Colocação Obrigatória de Chips de Vigilância nas Matrículas dos Veículos Automóveis

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Started by Anonymous 17 years, 11 months ago
Exmo Senhor Presidente da República Portuguesa Exmo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa Exmo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal Foi recentemente anunciada a intenção do governo de criar o Sistema de Identificação Electrónica de Veículos (SIEV), que torna obrigatória a colocação de chips electrónicos nas matrículas de todos os veículos automóveis. Estes chips, designados de Dispositivos Electrónicos de Matrícula, emitem um sinal (RFID), que é lido e identificado por leitores de vigilância presentes ao longo da estrada; permitindo a identificação de cada veículo que passa nas suas imediações. Esta tecnologia dá duas capacidades aos serviços, estatais e privados, comissionados para operar o SIEV: - controlar a circulação de automóveis nas vias sob monitorização, pela identificação de cada veículo; - após detecção, fazer cobranças automáticas aos proprietários dos veículos pela circulação nessas vias. As intenções do governo foram reforçadas a 18/06/2008, quando os votos solitários da maioria absoluta socialista no Parlamento fizeram aprovar o Decreto nº240/X, dando ao governo autorização para legislar sobre este assunto. Como se procurará expor nos pontos abaixo, as premissas deste projecto são ambíguas e questionáveis: - o SIEV parece ser inútil, até prejudicial, do ponto de vista da facilitação da vida do utente; - o governo, e os seus parceiros privados neste projecto, passam a deter um poder excessivo e injustificado para controlar, e eventualmente taxar, os veículos; - o direito à privacidade dos automobilistas é posto em causa; - e, uma vez mais, pretende-se que os contribuintes portugueses sejam chamados a pagar um projecto governamental megalómano, dispensável, e potencialmente prejudicial para as suas liberdades e direitos elementares. Analisemos mais detalhadamente o SIEV. As seguintes questões são fulcrais, e é essencial que sejam colocadas pelo público: 1) O SIEV não vai implicar apenas a colocação, intrusiva, de chips nas matrículas. Vai também forçar os contribuintes portugueses a verem o dinheiro dos seus impostos a ser gasto em todo um aparato infra-estrutural. E, como é de bom senso, o dinheiro público não pode ser gasto de um modo excêntrico e irresponsável pelos governantes. Assim, qual a necessidade real que justifica o dispêndio do dinheiro dos contribuintes neste sistema Existe sequer uma necessidade real 2) As necessidades alegadas pelo governo são listadas no Decreto nº240/X; e todas são frágeis e questionáveis: 2.1) 'Fiscalização do cumprimento do Código da Estrada e demais legislação rodoviária' Os sistemas de fiscalização existentes já cumprem estas funções eficazmente; como, aliás, é reconhecido internacionalmente. Senão, recorramos ao principal critério de eficácia neste campo é o da redução da sinistralidade rodoviária. Entre 2001 e 2007, Portugal reduziu a sua taxa de sinistralidade em 42% sendo, a par de França e Luxemburgo, considerado país-modelo pelo Conselho Europeu de Segurança Rodoviária. Os sistemas actuais obtêm resultados inegavelmente bons e eficazes. Logo, não é razoável alegar que, para as mesmas funções, seja necessário adoptar toda uma infra-estrutura acessória que, além de dispendiosa, exercerá uma influência intrusiva e controladora sobre os indivíduos. 2.2) 'Identificação de veículos para efeitos de reconhecimento de veículos acidentados, abandonados ou desaparecidos' Os meios actuais já dão resposta a estas situações. Mas, e independentemente disso, seria irracional e absurdo alegar que, para precaver excepções, é legítimo controlar intrusivamente todos os veículos. 2.3) 'Cobrança electrónica de portagens em conformidade com o Serviço Electrónico Europeu de Portagem bem como outras taxas rodoviárias e similares' Repare-se que em Portugal já existe um sistema de cobrança electrónica de portagens - chama-se Via Verde. Como é natural e legítimo, a subscrição desse serviço foi sempre opcional. As pessoas que o vêm como vantajoso, subscrevem-no; e vice-versa. Não é nem o papel nem o direito do governo, o de procurar impor um sistema similar à Via Verde a todos aqueles que, por opção própria e legítima, optaram por não subscrever esse tipo de serviço. Mas o ponto de maior interesse nesta alínea, é o modo como admite que o SIEV servirá para taxar o público - através da cobrança de portagens, mas também de 'outras taxas rodoviárias e similares'. Esta é, naturalmente, uma premissa perigosa. Como é demasiado evidente, dá ao governo - seja ao presente, seja a qualquer governo posterior - o espaço legal para aumentar taxas já existentes, ou mesmo para criar novas taxas; e para, depois, impor o pagamento destas taxas, com o SIEV. Logo, nenhum destes motivos parece legitimar a implementação de um projecto dispendioso e intrusivo como o SIEV. Mas as reservas em relação a este projecto não ficam por aqui, como os pontos seguintes procuram demonstrar. 3) Sendo um sistema de controlo/vigilância, o SIEV é, por definição, intrusivo na privacidade individual. Os dados recolhidos serão registados em bases de dados estatais e/ou privadas e submetidos a cruzamentos de informação, como é admitido pelo Decreto nº240/X; que estabelece que estas bases de dados serão partilhadas entre órgãos estatais, e cruzadas com outras bases, públicas ou privadas. Mesmo assumindo que a primeira legislação aprovada pelo governo possa procurar salvaguardar a privacidade dos indivíduos - o que não é um dado adquirido -, o facto é que é criada toda uma infra-estrutura de controlo efectivo que, como tal, está sujeita a: - Falhas potencialmente graves (p.ex., partilha ilegal de dados); - Possíveis reenquadramentos legais no futuro, que o possam converter num sistema de controlo mais intrusivo do que aquele que já é pretendido. O SIEV tem, claramente, um potencial de controlo demasiado elevado para que entidades estatais ou privadas, dele devam fazer uso. Não bastaria exigir que fosse bem utilizado por estas instâncias; é necessário antes que estas instâncias não possam sequer ter a possibilidade de usufruir desta caixa de Pandora. 4) O SIEV transformaria as estradas em gigantescas alfândegas de inspecção e vigilância indiscriminadas; fazendo dos automobilistas suspeitos até prova em contrário. E não é assim que funciona um Estado que se pretende livre e de direito. Pelos motivos apresentados, o SIEV não parece ser apenas acessório e dispensável; mas também mais um encargo inútil para os contribuintes. E é um evidente tiro no escuro, que pode apresentar sérias implicações para as liberdades dos indivíduos. Não deve, portanto, ser levado a cabo. Assim, enquanto cidadãos livres, consideramos que o governo tem de colocar um ponto final nas suas intenções, e parar este projecto de imediato. Não passá-lo intransigentemente; não perder mais o seu próprio tempo, e o do público, em campanhas de desinformação e de propaganda; e claro, não procurar passar o projecto de modo dissimulado, através de uma versão atenuada do mesmo. Simplesmente, colocar um ponto final definitivo no SIEV.

Updates

September 2, 2008

We hit a significant mark of support for this cause. Send a link to this petition to three of your friends right now to keep the pressure on the government.

September 2, 2008

The government continues to dodge our questions about the surveillance capabilities of these chips. Send an email to your representative today demanding full transparency on the data collection protocols. We are currently compiling a list of privacy concerns to submit directly to the parliamentary committee.

Reached 100 supporters

August 28, 2008

August 27, 2008

We are approaching one hundred signatures and need to maintain this momentum to challenge the SIEV mandate. Post the link on your Facebook profile and text three friends who own cars to get them to sign right now.

6 Comments

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Carla Jimenez
17 years ago Featured

Já basta pagarmos portagens a preço de ouro. Agora querem chipar tudo como se fossemos gado? Não contem comigo.

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João Sinclair
17 years ago Featured

Absolutamente contra. É so mais uma forma de nos sacar dinheiro do bolso e controlar a nossa vida privada. Basta.

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Pedro Perry
17 years ago Featured

Nem pensar. Se avançarem com isto é uma invasão total da nossa liberdade.

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Sofia Rodriguez
17 years ago Featured

Ridículo. O governo acha que somos todos criminosos que precisam de ser seguidos por satélite.

T
Tiago Sullivan
17 years ago Featured

Isto é uma vergonha. Ninguém pediu para ser monitorizado a cada passo que dá com o carro. O estado que se preocupe com problemas a sério

R
Ricardo Oliver
17 years ago Featured

Privacidade zero. Aonde é que isto vai parar???

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