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The Petition

Todos nós damos menos valor às coisas boas que temos - enquanto as temos!.

O Parque Florestal de Monsanto, cuja área se estende por 6 freguesias de Lisboa, tendo um papel de extrema importância não só como pulmão de toda a Ãrea Metropolitana de Lisboa mas também como local de lazer para milhares de cidadãos que utilizam o Parque regularmente, é um desses espaços maravilhosos e venerados, à disposição de todos, que está agora sob grande ameaça e corre sérios riscos de desaparecer.

Na verdade, a Câmara de Lisboa pretende que Monsanto, criado por Duarte Pacheco em 1936, deixe de ser o grande Parque Florestal da Ãrea Metropolitana de Lisboa, para passar a ser uma soma de espaços retalhados, dividida em lotes e entregue aos mais diversos negócios privados: Feira Popular, Campos de Ténis, Hipódromo, fora outros projectos ainda não divulgados pela autarquia mas já em estudo reservado.

Não é difícil perceber o que está agora em causa, se os projectos da Câmara Municipal chegarem a ser concretizados.

O que é um imenso espaço público florestal, de valor ambiental único e hoje aberto à utilização livre da população, dará lugar a diferentes áreas vedadas, de utilização paga, com a inevitável construção de estruturas de apoio, parque de estacionamento, a destruição de árvores, a impermeabilização do solo e a destruição de eco-sistemas únicos para a cidade e a toda a área metropolitana.

A prazo (talvez não imediatamente, o que torna a ameaça mais perigosa, porque menos visível) a qualidade de vida de todos os cidadãos será fortemente degradada: o “pulmão verde” de Lisboa ficará menor e mais doente, aumentará a poluição atmosférica e sonora da cidade e diminuirá o espaço (já diminuto) de que os habitantes dispõem para a sua fruição, contemplação, desporto e passeio.

De Monsanto ficará apenas o nome e a recordação. Contra esta ameaça estamos frontalmente contra! Queremos deixar às gerações seguintes um espaço maravilhoso que levou mais de 50 anos a fazer!

Há muitos milhares de cidadãos que utilizam regularmente e Parque e recusam aceitar a sua destruição e descaracterização! Monsanto é uma maravilhosa área que merece protecção e reforço, porque é pequena no contexto geográfico da Ãrea Metropolitana de Lisboa, a quem serve.

Monsanto deve continuar, como Parque Florestal, aberto a toda a população.

A nossa perspectiva é completamente contrária aos planos da Câmara, que poderão favorecer alguns negócios mas vão lesar (e irreversivelmente) o Parque.

Qual deve ser, então, a alternativa, que exigimos à Câmara

- Manutenção de Monsanto enquanto espaço geograficamente unido, com preservação da sua finalidade florestal e ambiental;
- Criação de novos acessos (corredores verdes) ao Parque, a partir de diferentes zonas da cidade (nomeadamente da Av. José Malhoa e do Palácio Marquês da Fronteira) , permitindo a sua fruição a pé, de bicicleta, trotineta ou, em certas áreas, de carro;
- Instalação de bebedouros e de caminhos pedonais no meio do Parque, melhoria da sinalética, recuperação de miradouros;
- Remoção do Campo de Tiro que continua a ameaçar a segurança das crianças que frequentam o Parque Pedagógico e cujos milhares de chumbos envenenam o solo e fazem perigar a cadeia ecológica;
- Realização de protocolos entre a autarquia e entidades que prosseguem actividades lúdicas não poluentes (associações de velocipedistas, atletismo, archeiros, tiro ao arco, papagaios de papel, etc.) em ordem à permanente e organizada dinamização de diferentes áreas do Parque;
- Realização de sessões de esclarecimento e debate públicos, com vista a envolver a população na escolha das melhores soluções para o Parque Florestal de Monsanto.

PARA UMA GRANDE AMEAÇA, É NECESSÃRIA UMA GRANDE MOBILIZAÇÃO DE TODOS.

Apelamos a todos que subscrevam via internet esta declaração, a fim da mesma ser posteriormente entregue ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que pretende instalar no Parque Florestal a Feira Popular, os Campos de Ténis e o Hipódromo de Lisboa.

Lisboa, 12 de Março de 2004

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