PETIÇÃO / MANIFESTO ON-LINE

A caminho das 100 000 assinaturas!

Este documento foi entregue em mão a Sua Excelência o Presidente da República no dia 2 de Junho de 2008, em audiência concedida a um grupo de signatários.

Oportunamente será entregue a Sua Excelência o Primeiro-Ministro, com todas as assinaturas que vierem a registar-se até então. As primeiras 17.300 assinaturas foram entregues a Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República no dia 8/5/2008 que também recebeu em 15/5/2008 as 33.053 assinaturas existentes nessa data.

A recolha de assinaturas continuará em linha na internet aguardando a marcação da sessão da Assembleia da República que a apreciará, dado que atingiu as 4 000 assinaturas para tal necessárias, as quais estão a ser diariamente reforçadas neste endereço:
www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa

Actualização: 87 742 assinaturas às 23h59 de 21/07/2008

 
PETICÃO MANIFESTO EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA CONTRA O ACORDO ORTOGRAFICO


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Blogue oficial da petição

 

MANIFESTO
EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs  52.º da Constituição da República Portuguesa,  247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º nº. 1, 2.º n.º 1, 4.º,  5.º   6.º e seguintes,  da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)


Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal

 

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.

2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.
Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.

3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em “acordos” mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.
O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.

4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes “mudas” – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.
Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.
A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).

Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.

Os signatários,

Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra

Caso pretenda adicionar a sua assinatura a este Manifesto, insira os seus dados nos campos abaixo indicados.
Obrigado.
(Voltar ao início: www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa) .................................................................................................................................................................

  CRITÉRIOS DE VALIDAÇÂO DE ASSINATURAS
Os campo marcados com * são de preenchimento obrigatório. Não serão consideradas assinaturas apenas com nome próprio. Por favor, indique nome e apelido. Para efeitos de validação desta Petição/Manifesto junto das entidades destinatárias é requerido que indique o seu nº de Bilhete de Identidade. Este não ficará visível na internet.Todas as assinaturas consideradas não válidas serão eliminadas. O seu endereço de correio electrónico também não ficará visível. Obrigado
.
* Nome
* Bilhete de Identidade nº
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Localidade
 

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A presente Petição/Manifesto foi colocada em linha em 2 de Maio de 2008.
Endereço de contacto: manifesto.lingua.portuguesa@gmail.com.

Este tratamento de dados foi sujeito a registo junto da Comissão Nacional de Protecção de Dados, em conformidade com a Lei nº 67/98. Responsável pelo tratamento de dados: José Nunes. Se pretender anular ou alterar a sua assinatura e os seus dados, ou comunicar alguma anomalia, poderá fazê-lo através do endereço de correio electrónico: manifesto.lingua.portuguesa@gmail.com

Sítio de alojamento: www.ipetitions.com

 

 

Signatures | Total: 88,313

 

# Nome
27651 Anabela Costa Rodrigues de Matos
27652 Ana Moutinho
27653 Marta Varino
27654 José Manuel Rodrigues Silva Pereira
27655 Victor Menezes
27656 Nuno Félix Rodrigues do Sul Sousa santos
27657 Carla Sofia Costa Lopes
27658 Mafalda Redondeiro Hortas
27659 Maria Eduarda Moreira
27660 Carla Maria Taveira Lopes de Sousa Teixeira
27661 Nuno Magalhães
27662 Maria Alves Ângelo de Fraga
27663 Anabela Azevedo Martins
27664 Sónia Junqueira
27665 Cidália Maria Martins Pires Miranda
27666 Joel Sá Relvas
27667 Luís Carlos Silva Costa
27668 Mário Artur C. Balbino
27669 Raquel Susana Pinheiro Ferreira da Silva
27670 joao antonio soares
27671 Isabel Maria Simplício
27672 Ana Rodrigues
27673 António Ricardo Moreira da Silva Bessa
27674 Diogo Filipe Taveira de Sousa Teixeira
27675 Ana Francisco
27676 Maria de Fátima Sobral
27677 Deolinda Mendes
27678 André Miguel Gomes Guiomar
27679 João Augusto Correia
27680 Carla Vaz
27681 Iris Pereira Breda
27682 Rosa Maria Alves Fernandes
27683 César Ferreira Coelho
27684 Joaquim de Oliveira Palhinha
27685 lino André Raposo Medeiros
27686 Pedro Miguel Tomás
27687 Fedra Marisa Inácio Vieira
27688 Hugo Emanuel Taveira de Sousa Teixeira
27689 Nuno Neto de Albuquerque Monteiro
27690 Nuno Teixeira
27691 Cristima Proença
27692 Sofia Afonso Ferreira
27693 Jorge Miguel Cardoso
27694 Leonor Brás Oliveira
27695 Ema Paula Martins Antunes Paiva
27696 Pedro Teixeira
27697 Guilherme Pestana Godinho
27698 José Pedro Gonçalves Machado
27699 andreia sofia dias costa
27700 Ana Sofia Valagão

 

Signatures | Total: 88,313