PETIÇÃO / MANIFESTO ON-LINE

A caminho das 200 000 assinaturas!

Este documento foi entregue em mão a Sua Excelência o Presidente da República no dia 2 de Junho de 2008, em audiência concedida a um grupo de signatários.

Oportunamente será entregue a Sua Excelência o Primeiro-Ministro, com todas as assinaturas que vierem a registar-se até então. As primeiras 17.300 assinaturas foram entregues a Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República no dia 8/5/2008 que também recebeu em 15/5/2008 as 33.053 assinaturas existentes nessa data.

A apreciação da petição em plenário da Assembleia da República está agendada para o dia 20 de Maio de 2009. A petição continua a recolher assinaturas, as quais estão a ser diariamente reforçadas neste endereço:
www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa

Actualização: 113 206 assinaturas em 10 de Maio de 2009

 
PETICÃO MANIFESTO EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA CONTRA O ACORDO ORTOGRAFICO


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Blogue oficial da petição

 

MANIFESTO
EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs  52.º da Constituição da República Portuguesa,  247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º nº. 1, 2.º n.º 1, 4.º,  5.º   6.º e seguintes,  da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)


Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal

 

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.

2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.
Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.

3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em “acordos” mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.
O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.

4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes “mudas” – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.
Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.
A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).

Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.

Os signatários,

Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra

Caso pretenda adicionar a sua assinatura a este Manifesto, insira os seus dados nos campos abaixo indicados.
Obrigado.
(Voltar ao início: www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa) .................................................................................................................................................................

  CRITÉRIOS DE VALIDAÇÂO DE ASSINATURAS
Os campo marcados com * são de preenchimento obrigatório. Não serão consideradas assinaturas apenas com nome próprio. Por favor, indique nome e apelido. Para efeitos de validação desta Petição/Manifesto junto das entidades destinatárias é requerido que indique o seu nº de Bilhete de Identidade. Este não ficará visível na internet. Todas as assinaturas consideradas não válidas serão eliminadas. O seu endereço de correio electrónico também não ficará visível. Obrigado
.
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A presente Petição/Manifesto foi colocada em linha em 2 de Maio de 2008.
Endereço de contacto: manifesto.lingua.portuguesa@gmail.com.

Este tratamento de dados foi sujeito a registo junto da Comissão Nacional de Protecção de Dados, em conformidade com a Lei nº 67/98. Responsável pelo tratamento de dados: José Nunes. Se pretender anular ou alterar a sua assinatura e os seus dados, ou comunicar alguma anomalia, poderá fazê-lo através do endereço de correio electrónico: manifesto.lingua.portuguesa@gmail.com

Sítio de alojamento: www.ipetitions.com

 

 

Signatures | Total: 122,689

 

# Nome
120751 Fernando Pacheco Teles
120752 Joana Morais Cêra
120753 Bruno Miguel Alves Garcia Andrade
120754 iolanda patricia nina melo
120755 Marcelo Reis Batista Lopo
120756 Carlos Manuel Gonçalves Monteiro
120757 Daniel Henrique Rangel de Queiroz Novais
120758 Nuno André Peixoto Botelho do Nascimento
120759 Carlos Jaime Moita dos Santos
120760 idalete costa gomes
120761 Elsa Anastácio
120762 Gabriel Antonio Moura
120763 Tânia Vanessa da Silva Pedroso
120764 Bernardo Grilo
120765 ANA MARIA CUNHA ALVES CARVALHO
120766 pedro miguel t. x. s. valente
120767 Maria João Neves
120768 Manuela Valério Correia de Oliveira Rodrigues
120769 David Guilherme Pinto Louzada
120770 Renan Costa Ferreira
120771 adriana sofia rodrigues v jesus
120772 Sara Taborda
120773 Vando Micael Cancela Catoja
120774 Raquel de Oliveira Rodrigues
120775 Jorge Sá
120776 Sara Silva
120777 João Alexandre Correia Gomes
120778 Alice Amaro
120779 Maria Andresen Leitão
120780 Elisabete Cruz
120781 Maria de Fátima Roque da Silva
120782 DeolindaFernanda Soares da Silva
120783 Celso Moreira
120784 Miguel Luís Fernandes Gonçalves
120785 Telma Mariana Hilário Rebordão
120786 Ana Manoel
120787 Ricardo Luis Pereira Martins
120788 Vera Costa
120789 Raquel Martins Costa Baptista Oliveira
120790 NUNO FILIPE GOMES MORAIS
120791 Sérgio Soares e Silva
120792 Márcio de Almeida Cabral
120793 maria josé ferreira leites
120794 Joana Sousa
120795 Luís Carlos Mendes Ganço
120796 Ana Carvalho
120797 Ana Cristina Figueiredo Simões
120798 Carlos Manuel da Silva Ferraz
120799 Ana Sousa
120800 Joaquim Soares Nogueira da Silva

 

Signatures | Total: 122,689