À Igreja Metodista Reunida no 19º Concilio Geral

À Igreja Metodista Reunida no 19º Concilio Geral "Se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas antigas passaram; eis que uma realidade nova apareceu. Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação. Pois era Deus quem reconciliava com ele mesmo o mundo por meio de Cristo, não levando em conta os pecados dos homens e colocando em nós a palavra da reconciliação" (II Co 5.17-19). “A reconciliação do mundo em Jesus Cristo é a fonte da justiça, da paz e da liberdade entre as nações; todas as estruturas e poderes da sociedade são chamados a participar dessa nova ordem. A Igreja é a comunidade que exemplifica essas relações novas do perdão, da justiça, e da liberdade, recomendando-as aos governos e nações como caminho para uma política responsável de cooperação e paz.”(CREDO SOCIAL , III - A ORDEM POLÍTICO-SOCIAL E ECONÔMICA). Amados/as irmãos/ãs, saúde, graça, paz e bem! Sabemos que o 18º Concílio Geral da Igreja Metodista realizado em 2006, deliberou a retirada da Igreja Metodista de organismos ecumênicos de que a Igreja Católica Apostólica Romana participasse como membro. Por considerarmos que esta decisão fere princípios fundamentais do Evangelho e da tradição Metodista, defendemos veementemente que o 19º CG anule essa decisão, por entender que ela afronta não tão somente o testemunho histórico do Metodismo de espalhar a "santidade bíblica por sobre a terra, a começar pela Igreja" mas também a vontade de nosso Senhor Jesus Cristo. Além disso, ela insere a Igreja anacronicamente em um ambiente de exclusão de pessoas por seu credo, ferindo princípios civis já consagrados pelos avanços da vida moderna de respeito aos direitos humanos. Ademais, é sabido que Nosso Senhor Jesus Cristo intercedeu ao Pai não só por seus discípulos, mas por todos que viessem a crer nele, quando disse: "A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles nós; para que o mundo creia que tu me enviaste" (João 17.21) O artigo número cinco, dos Artigos de Religião do metodismo expressa que "As Santas Escrituras contêm tudo que é necessário para a salvação, de maneira que o que nelas não se encontre, nem por elas se possa provar, não se deve exigir de pessoa alguma para ser crido como artigo de fé, nem se deve julgar necessário para a salvação". Entendemos que as Santas Escrituras expõem ser parte do projeto salvífico de Deus, revelado em Jesus Cristo, que persigamos a unidade da Igreja e que a divisão desta é um escândalo à Fé Cristã pois "há uma só fé, um só Espírito e um só Batismo (Ef. 4,5). O Plano de Vida e Missão, adotado em 1982, ao tratar da Herança Wesleyana e ao expressar os Elementos Fundamentais da Unidade Metodista, afirma ser "o metodismo parte da Igreja Universal de Jesus Cristo" e que ele "procura preservar o espírito de renovação da Igreja dentro da unidade conforme a intenção da Reforma Protestante do século XVI e do Movimento Wesleyano na Igreja Anglicana do século XVIII, que, por circunstâncias históricas, resultaram em divisões. Por isto, dá sua mão a todos cujo coração é como o seu e busca no Espírito os caminhos para o estabelecimento da unidade visível da Igreja de Cristo (Jo 17.17-23)". No sermão 39, "O Espírito Católico", fundamentado em 2 Rs 10.15-16, João Wesley enfatiza as expressões: "Tens tu reto o coração para comigo, como o meu o é para contigo? ...Então dá-me a mão." Salienta que, ter o "coração reto" não significa ter as mesmas opiniões, as mesmas formas de culto, concordância sobre o modelo de estrutura eclesiástica, sobre as formas de batismo ou de celebração da Ceia do Senhor, entre outros. A rigor, não exige nada em termos de ritos, práticas e costumes que exteriorizem quaisquer tipos de posturas comuns; o que se exige é sentimento de compromisso de amor a Deus e à humanidade. Ele chega a dizer: "Se não podemos pensar igual por que não podemos amar igual?" Entendemos que "unidade visível" não significa a reunião de todas as Igrejas em uma única estrutura eclesiástica e nem a adoção de posturas hegemônicas em questões de ritos ou dogmas, mas uma capacidade dialogal típica da que foi defendida por João Wesley, de forma mais intensa, após a sua experiência de 24 de maio de 1738, alicerçada, entre outros, em Mt 5.45-48, que desafia os seguidores(as) de Jesus a uma prática parecida com a do Pai, que envia o sol e a chuva sobre todos(as): "bons e maus, justos e injustos"...Se amardes os que vos amam, que recompensa tendes?...Se saudardes somente os vossos irmãos , que fazeis de mais? O Plano de Vida e Missão reitera ainda que nossa opção ecumênica, além de ser obediência ao mandamento de Cristo, é resultado prático da vivência na frente missionária, onde todos são irmanados na fé apesar das diferenças teológico-doutrinárias. Ou seja, o ecumenismo nasce da fé em missão pois ao indicar como uma da área de atuação a de Promoção da Unidade Cristã, conceitua que: “A busca e vivência da unidade da Igreja, como parte da Missão, não é optativa, mas uma das expressões históricas do Reino de Deus. Ela procede do Senhor Jesus Cristo e é realizada por meio do Espírito Santo, pela rica diversidade de dons, ministérios, serviços e estruturas que possibilitam aos cristãos trabalhar em amor na construção do Reino de Deus até a sua concretização plena (Jo 10.17;1.17-23; 1 Co 1.10-13; 12.4-7, 12 e 13; Ef 4.3-6; Ef 2.10-11).” Pelo exposto, confessamos que nossa incapacidade de obedecer à decisão do 18º CG, não decorre de indisciplina ou insubmissão, mas da liberdade à qual somos chamados e que em Cristo nos foi outorgada. Ela nos constrange a declarar que "Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos" (Da Liberdade Cristã, Martinho Lutero). Assim sendo, pedimos que "mantenhamos, entre nós, laços de paz, para conservar a unidade do Espírito. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a vocação nossa nos chamou a uma só esperança: há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos e está presente em todos" (Ef. 4.3-6). Os abaixo assinados representam somente uma parte dos Metodistas Confessantes. Muitos pastores e pastoras não o assinam devido à possibilidades de represálias que têm ocorrido em algumas de nossas regiões eclesiásticas.

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