PETIÇÃO ON-LINE
(alojada no site www.ipetitions.com)
 
AVISO: ESTA PETIÇÃO ENCERROU A RECOLHA DE ASSINATURAS ÀS 02H00 DE DIA 25.01.2007,
TENDO RECOLHIDO 8.132 ASSINATURAS. OBRIGADO A TODOS OS SUBSCRITORES.
A PETIÇÃO FOI ENTREGUE ÀS ENTIDADES DESTINATÁRIAS EM 25.01.2007

 

CONTRA A IMPLEMENTAÇÃO DA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA TLEBS (TERMINOLOGIA LINGUÍSTICA PARA OS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO)

Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs  52º da Constituição da República Portuguesa,  247º a 249º do Regimento da Assembleia da República, 1º nº. 1, 2º n.º 1, 4º,  5º   6º e seguintes,  da Lei que regula o exercício do Direito de Petição

Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Exmo. Senhor Primeiro-Ministro de Portugal
Exma. Senhora Ministra da Educação

Excelências,

Os abaixo assinados pedem a imediata suspensão da implementação da experiência pedagógica TLEBS - Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, porque entendem que:

- A TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário) veio propor toda uma nova terminologia para a Gramática Portuguesa, em moldes experimentais. A experiência visa avaliar a adequação científica e pedagógica dos novos termos e definições linguísticas propostas, usando para tal os alunos como campo de experiência. A TLEBS faz dos alunos dos Ensinos Básico e Secundário cobaias de validação de teorias linguísticas consideradas desajustadas por muitos especialistas em Educação e em Língua e Literatura Portuguesas.

- A TLEBS, definida na Portaria n.º 1488/2004, de 24 de Dezembro, como “experiência pedagógica” foi este ano lectivo de 2006/2007 alargada a todas as escolas do Ensino Básico e secundário - Portaria n.º 1147/2005 de 8 de Novembro.

- Os alunos abrangidos pela “experiência pedagógica” TLEBS são:
Em 2006/2007 – os alunos do 3º, 5º, 7º, 9º e 12º anos de escolaridade, a nível nacional.
Em 2007/2008 – todos os níveis de escolaridade, do 1º ao 12º ano, ou seja, todas as crianças e jovens portugueses em idade escolar.

- Os pais e encarregados de educação não foram chamados a dar a sua autorização para que os seus filhos e educandos integrassem a experiência TLEBS. O Estado Português fez uso abusivo da autorização implícita inerente à frequência da Escolaridade Obrigatória.

- O Estado Português permitiu-se introduzir na Escolaridade Obrigatória conteúdos experimentais não validados ou em fase de validação.

- O Ministério da Educação afirma que a TLEBS não é um conteúdo programático. Contudo os alunos estão a ser avaliados na disciplina de Língua Portuguesa / Português pelo conhecimento que têm da TLEBS, no respeitante ao funcionamento da Língua. Por Lei, apenas os conteúdos programáticos podem ser sujeitos a avaliação.

- A TLEBS confunde métodos experimentais de ensino com conteúdos experimentais.

- O esforço de aprendizagem que é exigido aos alunos pode ser inconsequente: o Ministério da Educação já admitiu parar ou rever o processo no final deste ano lectivo.

- Vários responsáveis do Ministério da Educação já afirmaram publicamente que a TLEBS não é para ser aplicada aos alunos, sendo dirigida apenas aos professores. É do conhecimento geral que inúmeros testes de Português efectuados neste início de ano lectivo nos anos abrangidos, continham perguntas de avaliação – qualitativa e quantitativa – sobre a TLEBS.

- Uma das linguistas responsáveis pela TLEBS, a Professora Catedrática Maria Helena Mira Mateus, afirmou à Antena 2, em entrevista transmitida no programa Um Certo Olhar, haver termos na TLEBS com os quais “não concorda muito”. A gravação áudio da entrevista está disponível nos arquivos da Rádio Difusão Portuguesa e também em http://www.goear.com/listen.php?v=992ab36 e em http://www.bolt.com/contratlebs/music/TLEBSEntrevista_Maria_Hel/2773513

- A Associação de Professores de Português é a entidade responsável pela formação de professores no âmbito da TLEBS, acreditada enquanto tal pelo Ministério da Educação.

- A Associação de Professores de Português, apesar de ser a favor da TLEBS, “não sabe ainda se esta terminologia é a terminologia de que o sistema educativo tem necessidade” e manifestou-se publicamente contra o alargamento da experiência pedagógica a toda a população escolar: “não se pode testar uma vacina da gripe inoculando toda a população”, foram palavras do seu Presidente.

- A formação de professores ainda está em curso. A nova TLEBS está a ser ministrada aos alunos sem que tivesse sido completada a formação dos professores. Os professores estão a ensinar o que ainda não sabem.
A Associação de Professores de Português está com dificuldades em conseguir dar formação a todos os professores, atempadamente.

- Os alunos de 12º ano, depois de 11 anos a aprenderem Gramática Portuguesa fazendo uso da terminologia tradicional, vão ser avaliados, já este ano, pelo conhecimento que têm da Gramática Portuguesa segundo a nova TLEBS. Os exames de 12º ditam o acesso à Universidade. Há um futuro em jogo. Há um passado de estudo, esforço e trabalho que é deitado ao lixo.

- Ninguém parece saber verdadeiramente o que é a TLEBS.
E no entanto…
Os alunos são obrigados a aprender a TLEBS e estão a ser avaliados pelo que sabem da TLEBS;
Os professores não têm uma posição comum e há situações reportadas de professores que declaram, em sala de aula, não concordar com a terminologia proposta pela TLEBS;
O Ministério da Educação age como se o problema não existisse.
Não é desta maneira que se fomenta o gosto pela leitura e pela Língua Portuguesa, razão de ser do Plano Nacional de Leitura, em vigor.

VIVE-SE O CAOS NO PROCESSO TLEBS.

No meio deste caos estão as crianças e jovens deste país. Ou seja, o futuro de Portugal.

Pelo atrás exposto e enquanto cidadãos de Portugal, pais e/ou encarregados de educação, responsáveis pela educação dos nossos filhos e educandos, dizemos: BASTA!

Exigimos do Estado Português:

a) A suspensão imediata da implementação da experiência pedagógica TLEBS e da legislação que lhe deu origem e a regula: Portarias n.º 1488/2004, de 24 de Dezembro e n.º 1147/2005, de 8 de Novembro e demais legislação aplicável;

b) Um Ensino de qualidade, científica e pedagogicamente válido e validado;

c) O fim das experiências pedagógicas não autorizadas em crianças.

Com os melhores cumprimentos,

Os Signatários ...................................................................................................................................................................


  (Os campo marcados com * são de preenchimento obrigatório
Para efeitos de validação desta Petição junto das entidades destinatárias é requerido que indique o seu nº de Bilhete de Identidade. Este não ficará visível na internet. O seu e-mail também não ficará visível
. Obrigado)
* Nome
AVISO: ESTA PETIÇÃO ENCERROU A RECOLHA DE ASSINATURAS
* Bilhete de Identidade nº
ÀS 02H00 DE DIA 25.01.2007, TENDO RECOLHIDO
Email
8132 ASSINATURAS. FOI ENTREGUE NESSE MESMO DIA
Localidade
ÀS ENTIDADES DESTINATÁRIAS.
 
OBRIGADO PELO SEU INTERESSE.
   
 
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Esta Petição foi colocada on-line em 14.12.2006, pelo seu primeiro subscritor, José Manuel Nunes, na qualidade de pai e Encarregado de Educação de uma criança a frequentar o 5º ano da Escolaridade Obrigatória e como tal sujeita à experiência TLEBS. Contacto: josmnunes@gmail.com. Este tratamento de dados foi sujeito a registo junto da Comissão Nacional de Protecção de Dados, em conformidade com a Lei nº 67/98. Se pretender anular ou alterar a sua assinatura e os seus dados, ou comunicar alguma anomalia, poderá fazê-lo através do e-mail josmnunes@gmail.com

 

 

 

# NomeLocalidade
8001 Anabela Pereira
8002 Ana Cristina de Vasconcelos Barreto
8003 Alice Maria Ferreira dos Santos de Melo LimaVila Real
8004 Ana Maria Pires Neves
8005 Ana Branca Lança de Assunção
8006 Irene Lopes Aragão Protázio
8007 JOÃO MANUEL V. P. CARPINTEIROELVAS
8008 Sónia Alexandra Ferreira Coelho Silveira Gomes
8009 Ester SobralPorto
8010 Maria Inês Figueiredo PereiraPorto
8011 Susana Maria Martins FerreiraQueluz-Sintra
8012 Maria Manuela Carvalho
8013 José GomesMaia
8014 Cassilda Farinha Camacho de Caires
8015 Maria Adriana Velosa Mendes
8016 Maria Isabel Teixeira
8017 Manuel Inácio da Côrte
8018 Lígia Maria da Silva Bento
8019 Pedro Melo Breyner Ulrich
8020 Maria Bernardete Jardim Ponte
8021 Nélio Sandro Lima Côrte
8022 Francisco André Dinis Reis Mendes da SilvaViseu/Porto
8023 Carina Elisabete Gomes CorreiaPonta Delgada
8024 Sandra Cristina Salvador Marques CostaPonta Delgada
8025 Helena da Conceição Ribeiro TavaresVila Nova de Gaia
8026 Nélia HilárioSão Miguel - Açores
8027 Renata CoelhoPorto
8028 Vera Carla Simas AmaralNordeste
8029 Luís Carlos Ormonde Leal de Oliveira QuadrosHorta, Faial, Açores
8030 Eduardo Jorge Lima MeloNordeste- Açores
8031 Rui Pedro Ribeiro AlvesLamego
8032 Catarina da Graça Aguiar PinheiroRibeira Grande - S. Miguel - Açores
8033 José Maria dos Santos SilvaFaro
8034 Bruno Miguel Cardoso MartinsLisboa
8035 Graça Filomena da Silva Neves do AmaralAbrantes
8036 António José Soares Mouralinho
8037 Margarida Maria de Oliveira Costa
8038 Madalena Carvalho
8039 Raquel Pereira Cunha VieiraCalheta / RAM
8040 Ines Lencastre FernandesPorto
8041 José Manuel Nunes FernandesLisboa
8042 Rogério Porto da Silva PrataAlmodôvar
8043 Carlos Alberto SilvaLeiria
8044 Arnaldo Carlos Romariz MadureiraVila Chã - Vila do Conde
8045 Maria Manuel PereiraEstoril
8046 Maria Manuela Pires ToméCampo Maior
8047 Alexandra Mesquita Ribeiro Fontoura
8048 Ricardo Martins Alves
8049 Dulce CarvalhoLisboa
8050 Anabela Martins AlvarinhasPenacova